domingo, 28 de fevereiro de 2010

GRÉCIA E BRASIL: ESTUDO DE CASO?

O exemplo da atual situação econômica da GRÉCIA é muito bom que tenha acontecido neste início de 2010, para que determinadas políticas econômicas NÃO sejam tentadas por candidatos(as) à Presidência da República. Afinal, tudo tem o seu preço e um dia a casa pode cair. E não é por falta de alerta... Responsabilidade fiscal sempre!

CRISE NO CAPITALISMO?

Estou gostando da leitura de um pequeno livro do Professor CLAUDE JESSUA, da Universidade Paris II, com o direto título CAPITALISMO. Em determinado momento ele escreve que a crise atual, qualquer que venha a ser o seu resultado, provavelmente causará mudanças profundas na organização financeira dos mercados mundiais. Contudo, trata-se de uma CRISE DENTRO DO CAPITALISMO e NÃO DO CAPITALISMO.

Nisso nós nunca tivemos a menor dúvida.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A ANÁLISE DE PIZA!

Sempre que tenho acesso ao ESTADÃO e é dia de coluna do DANIEL PIZA, sei que a leitura servirá para pensar. Em 21/02, PIZA, escreveu de uma maneira crua como o BRASIL está na economia e o perigo que nos ronda o retorno de um Estado regulador. Além de deixar claro que a atual política econômica é mera continuação da do governo anterior.

Nós, que fazemos este blog, continuamos acreditando no valor da economia de livre mercado e no capitalismo como a força motora que realmente pode e deve trazer riqueza para os habitantes deste planeta, em um mundo com plena liberdade de escolha política e social.

A crise internacional que causou a maior parada da indústria brasileira em vinte anos causou também o ressurgimento de slogans estatizantes, por uma mistura de conveniência e recalque. O PT e a autodenominada esquerda leram a crise com a habitual lente de aumento dos países atrasados: ela teria significado “a volta do Estado” depois de duas décadas de neoliberalismo. O diagnóstico é conveniente porque serviria para justificar o aumento do déficit fiscal e da dívida interna, movido muito mais pelo aumento de servidores e despesas do que dos investimentos, e licenciar o aparelhamento de bancos e fundos de pensão e as tentativas de nacionalização nas áreas de telefonia, siderurgia e energia. E o diagnóstico é recalcado porque mostra que, depois de quase oito anos de governo Lula, nem eles mesmos entenderam os motivos de sua popularidade, já que praticou o contrário do que sempre pregou.

Ironicamente, o debate mundo afora tem apontado para o outro lado. Sim, a injeção de dinheiro público para cortar o ciclo recessivo foi fundamental, seguindo não apenas a orientação de um Keynes (economista que, não custa lembrar, sempre se declarou um liberal, só que heterodoxo), mas uma velha prática do capitalismo moderno. Olhe os gráficos da participação da máquina pública nas economias ao longo do século 20: em todas houve aumento em média, não encolhimento. Mas, a certa altura, ficou claro que era preciso reduzi-la por meio de cortes e privatizações, sobretudo em face de uma realidade cada vez mais dinâmica e inovadora, a da Era Digital ou pós-industrial. E agora nos deparamos de novo com o quê? EUA, Europa e Japão às voltas com imensas dívidas públicas que paralisam seu crescimento. A crise, enfim, é soma da desregulamentação financeira com o descontrole fiscal; não à toa, na Grécia, a Goldman Sachs ajudou a maquiar a contabilidade do governo.

Aqui, no entanto, vemos que só se olha para um lado do problema. A plataforma do PT para a candidatura Dilma Rousseff propõe a retomada do “desenvolvimentismo”, do Estado empresário, executor, forte, etc. É claro que não se trata do que tivemos nos anos 50 a 70, porque hoje não se tolera mais o subproduto trágico daquele período, a inflação. Mas a ilusão é semelhante e ignora os efeitos nocivos da atualidade. Além disso, não estamos numa sociedade desenvolvida, com instituições sadias e educação séria. Como se tem visto no segundo mandato de Lula, a ordem é atropelar “atrasadores de obras” como TCU, MP e Ibama, fingir que autarquias como a Infraero não estão carcomidas pela corrupção e manter uma estrutura tributária que pune a produtividade e os pobres; a carência de mão de obra qualificada é agônica; e as contas externas vão mal, porque só sabemos exportar produtos básicos, de pouca industrialização e tecnologia. Então, como assim, “desenvolvimento”?

Mais irônico ainda é ler que o governo Dilma pretende montar uma “burocracia de alta qualidade” com “critérios meritocráticos e republicanos” – tudo que o governo Lula não fez, seguindo a praxe quase contínua de 500 anos de Brasil. A velha guarda petista acha que o sucesso de Lula se deve quase todo aos programas sociais como o Bolsa Família. Naturalmente, sabe o peso da estabilidade econômica (nunca mais se ouviu, por exemplo, um Mercadante dizer que não há nenhum problema numa inflação de dois dígitos), tanto é que pinta José Serra como ameaça por suas opiniões esquisitas sobre política cambial. Mas o foco é desdenhar as privatizações feitas no passado, como se nada tivessem a ver com o vigor econômico dos últimos anos, e dizer que não há inchaço da máquina, e sim reconstrução… Como os governos do regime militar, o lulismo supõe que a eficiência do Estado se mede pelo tamanho das obras. Pode-se dizer que sofre, acima de tudo, da doença infantil do simplismo.

Essa mesma turma, que ainda não entendeu por que o muro de Berlim caiu, dizia antigamente que a única maneira de reduzir a desigualdade social era tirar dos ricos para dar aos pobres; ser de “esquerda” era defender um Estado cada vez maior para fazer essa transferência de renda. A grande contribuição do governo Lula, porém, foi mostrar que isso era bobagem: a desigualdade continuou a cair e nenhum capitalista ou burguês perdeu um centavo sequer desde 2003 – muito pelo contrário, como atestam os elogios de Abílio Diniz, Eike Batista e outros bilionários. Já os privilégios que o Estado concede a alguns setores, como empreiteiras, sindicatos e oligarquias políticas, só se ampliaram. E quando se vê Marco Aurélio “top top” Garcia, um dos conselheiros preferidos de Dilma, dizer que a TV a cabo impõe “esterco” dos americanos, o odor que sobe é desagradavelmente sessentista. Não há nada que um estatista odeie mais que a liberdade de expressão e produção.

PREVISÕES ECONÔMICAS.

Trabalhar com previsão não é fácil, mas é assunto no qual tenho grande interesse. Apesar das falhas e críticas, temos bons exemplos de acertos, nem sempre divulgados. Por exemplo, em 02/03/09 a EXAME anunciou que a Taxa Selic para o final do ano de 2009 teria uma queda dos 12,75% de janeiro para 8,75%, o que de fato ocorreu.

Na mesma época, a revista informava que a cotação do dólar em 2009 seria desvalorizada de R$ 2,30 para cerca de R$ 1,70, o que também é verdade.

Portanto, previsões com estudos, bom senso e um pouco de sorte, são tiros que acertam no alvo.

ROGOFF E O BRASIL.

KENNETH ROGOFF é professor de economia na Universidade Harvard e, em março, estará sendo lançando no Brasil o seu livro “Oito Séculos de Delírios Financeiros”. Acima, capa da edição americana.

Uma “curiosidade: em entrevista à EXAME, ROGOFF informa que no seu portfólio de ações, 10% são papéis de empresas brasileiras. Grande BRASIL e seu enorme potencial.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Lula em Cuba NÃO livre!

Evidentemente que não podemos ficar felizes com o nosso Presidente visitando CUBA. Qual o ganho que o BRASIL têm com esse tipo de política externa?
Para não chorar, nada como mestre SINFRÔNIO, lá da nossa Fortaleza, no DIÁRIO DO NORDESTE, reunindo Lula e Fidel.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

DELFIM NETTO NA FOLHA DE S. PAULO

DELFIM NETTO, hoje na FOLHA DE S. PAULO - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2402201006.htm, explica que "Hoje, no Brasil, os agentes ativos que constroem o pensamento hegemônico são a taxa de juros, a taxa de câmbio, os pontos do Ibovespa e as crenças do Banco Central. Os agentes passivos, ignorados, são os empresários, que dão emprego, que correm os riscos, e os trabalhadores, cujo desemprego é saudado porque dá folga ao famoso "produto potencial"...
A última coisa que interessa é saber, por exemplo, que graças às "artes" chinesas (que o Brasil considera uma "economia de mercado"!) destrói-se o nosso setor calçadista.
A desculpa é facilmente formulada pelo pensamento hegemônico: nossa produtividade é menor que a chinesa! Os empresários falidos e os trabalhadores desempregados encontrarão, por definição, uso mais rentável para seu patrimônio e para sua força de trabalho em outro setor...
As recentes volatilidades da taxa de câmbio e do índice Ibovespa (que, obviamente, não são fenômenos independentes) deveriam levar-nos a uma reflexão mais profunda. Elas não são resultado de "leis naturais", mas produto do equívoco de subjugar o setor real da economia aos interesses do sistema financeiro

UMA PAUSA NA ECONOMIA!

Direto da revista DICTA&CONTRADICTA, um pensamento do genial GOETHE, para reflexão numa noite quente de verão.

Ein guter Mensch, in seinem dunklen Drange,
Ist sich des rechten Weges wohl bewußt (Faust I, 328-329).

Um bom homem, por obscura que seja sua luta / Está ciente de que há apenas um caminho correto” (trad. livre).

A LUZ E A ESCURIDÃO!

Na Internet localizamos belas imagens, como a vista acima, mostrando o nosso planeta numa noite dessas qualquer.

É impressionante como a LUZ está apenas em determinadas áreas, apesar de a TERRA ser somente uma. Na verdade a riqueza reLUZ, enquanto a pobreza permanece nas trevas da escuridão. Vamos, aos poucos, percebendo onde estão os países de 1º mundo e onde ficam os outros. Essa desigualdade de LUZ ou, melhor dizendo, de RIQUEZA, não é de hoje, é dependente de inúmeros fatores, mas teremos ainda muito que fazer para ILUMINAR todo o planeta. Com ou sem CRISE...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

KRUGMAN NA THE NEW YORKER.

Na The New Yorker que está nas bancas - http://www.newyorker.com/reporting/2010/03/01/100301, um perfil do PAUL KRUGMAN – no estilo daqueles da PIAUÍ. Gostei demais de uma foto dele e sua esposa, com os seus dois "amigos": a gata Doris Lessing e o gato Albert Einstein. Não é nada, não é nada, mas o colega tem um NOBEL na parede. E inteligência até na hora de escolher o nome dos felinos.
Uma pequena prévia do texto, apenas para o início de uma boa semana:
Their apartment in New York is in the same neighborhood as both Jeffrey Sachs’s and Joseph Stiglitz’s, but since they bought it, a few years ago, they haven’t seen either of them. Krugman doesn’t get out much, socially. But he travels constantly, speaking at conferences, speaking for pay, promoting his books. “I’m not a very easygoing person one on one, but put me in front of five hundred people and I get very relaxed and conversational,” he says. Years ago, when he was just an economist, he did a lot of speaking at corporate events. “I wasn’t enjoying those so much,” he says. “One of them was held at a golf course, and I gave the luncheon talk and I was thinking to myself, I could just as well have been a magician. And then, at dinner, they did have a magician!” These days, the Times forbids him to do gigs like that, to avoid conflicts of interest, but his book publisher sends him all over the place. “I don’t sell as many books as Tom Friedman does,” Krugman says. “That’s O.K. Tom gives you this, you know, ‘I was talking to somebody in Bangalore and this is what I saw.’ That’s a skill I don’t have.” Perhaps this is fortunate, because he finds book tours exhausting.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

ECONOMIA: MERCADO X ESTADO?

ANDRÉ PETRY, escrevendo direto de NYC na VEJA desta semana, conclui que:
"Na visão simplista das coisas, toda regulação é contra o mercado, e todo mercado regulado é contra o capitalismo. Nem Adam Smith (1723-1790), pai do liberalismo, era totalmente contra a regulação, a intervenção do estado. Smith desancava banqueiros e via pelo menos duas dezenas de funções insubstituíveis a ser cumpridas pelo estado. John Maynard Keynes (1883-1946), santo padroeiro dos estatistas, tampouco desprezava o livre mercado, cujo primado na criação da riqueza ele reconhecia. Smith escreveu sua obra maior em 1776 e se insurgiu contra um estado em que o rei decidia se um industrial podia abrir uma segunda fábrica ou não; em que um desempregado de Manchester que ousasse tentar uma colocação em Londres poderia ser preso e condenado à morte. A força teórica de Keynes não está na negação da livre-iniciativa, mas na demolição da crença de que as pessoas agem racional e previsivelmente em suas relações econômicas e, portanto, tudo pode ser explicado por lógica e estatística. Ou, como magistralmente resumiu o economista americano Hyman Minsky (1919-1996): "Keynes sem o conceito de incerteza é como Hamlet sem o príncipe da Dinamarca". A atualidade de Keynes pode ser resumida no conceito: "Nós não existimos para os mercados. Os mercados é que existem para nós". Ela ficou ainda mais evidente depois que o trem especulativo de Wall Street esmagou as pernas das forças produtivas. A de Smith fica clara também se adaptarmos para ele o conceito keynesiano: "Nós não existimos para os governos. Os governos é que existem para nós"."

CRISES SÃO INEVITÁVEIS.

Também, direto da VEJA, o Professor Barry Eichengreen, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, defende a regulação do mercado financeiro, mas avisa que crises são inerentes ao capitalismo.

Há consenso de que o mercado financeiro precisa ser regulado pelo estado?

Há quem mantenha a velha retórica da autorregulação, que implica deixar ir à falência aqueles que assumem riscos excessivos e se dão mal. No mercado financeiro, porém, isso não é possível. Temos bancos grandes demais, interligados demais, para que possam falir sem colocar em risco todo o sistema. Por isso, é preciso regular. Até banqueiros concordam com isso. Estive em Davos no mês passado, durante o Fórum Econômico Mundial, e metade dos banqueiros com quem conversei acha que o estado precisa adotar um papel mais decisivo na regulação e na supervisão dos mercados financeiros.

A boa regulação financeira teria evitado a atual crise?

Por melhor que seja, a regulação financeira não evita crises. As crises, as recessões, a volatilidade são intrínsecas ao funcionamento do capitalismo e da economia de mercado. São as fraquezas do mercado. A saída é usar o poder regulador e as políticas distributivas para limitar ou compensar as crises e suas consequências negativas. Quem fica desempregado, por exemplo, pode ser requalificado, receber seguro-desemprego.

O capitalismo está num mau momento?

Nas economias avançadas, o momento é ruim. Mas nos mercados emergentes é o oposto. O que levou os Brics à atual posição de proeminência? A economia de mercado e a liberalização. Não se conhece nada melhor do que dar liberdade aos empreendedores. É a mola propulsora do milagre econômico da China. Com políticas saudáveis e estáveis, com boas políticas regulatórias e macroeconômicas, o capitalismo responde positivamente. O Brasil é um exemplo disso. O capitalismo moderno, surgido na Revolução Industrial, tem 200 anos de experiência. Sabemos que nele há benefícios e custos. Mas também sabemos que os benefícios do capitalismo são muito maiores que os custos.

A IMAGEM DA SEMANA.

Depois do Carnaval, vem aí as eleições 2010. E que vença o OU a melhor.
Parabéns à VEJA pela bela capa desta edição. Ficou um pouco de TIME e a la JACKIE KENNEDY.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

CARNAVAL NA THE ECONOMIST.

Em sua edição que está nas bancas, a The Economist informa que "Brazilian health officials prepared to hand out 55m condoms in the run-up to CARNIVAL, as part of an AIDS-awareness campaign. "
Que bom ler uma notícia sobre o Brasil sem mencionar corrupção, violência, miséria etc...

OBAMA HOJE!

Direto dos Cartoons of the Week da revista TIME, como a economia consegue deixar o humor de quem meses atrás sorria para OBAMA.

QUE BELEZA DE FORTALEZA!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Temas em Economia: Crescimento econômico sob Lula

O Professor Afonso Ferreira, lá das Minas Gerais, divulga interessante informação para quem ainda entende que o Brasil é outro país após 2002.
Durante o governo Lula, a taxa de crescimento do PIB no Brasil foi inferior às taxas de crescimento do mundo, dos países emergentes e em desenvolvimento e dos países da América Latina e Caribe.
Taxa de crescimento do PIB - 2003/2008
Mundo - 29,3%
Emergentes - 51,5%
América Latina e Caribe - 31,9%
Brasil - 28,0%
Informações relativas a 2009 ainda não estão disponíveis.

THE ECONOMIST - A SEMANA.

Apesar da recuperação que os últimos números revelam, o mundo ainda continua em crise. Logo, todo cuidado é pouco para não cairmos no abismo. Portanto, os nossos BRIC - Brasil, Rússia, Índia e China não devem esquecer do que vem acontecendo com os PIGS - Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha.
No Brasil, em tempo de eleição, muita atenção com o famigerado déficit fiscal. Mantemos nossa previsão que o PIB brasileiro em 2009 seja, no máximo, uns 0,2%, enquanto percebemos para 2010 algo em torno de 5%.
A crise econômica, principalmente de confiança, foi muito forte, mas o capitalismo é ainda mais forte em demonstrar a sua pujança. Mesmo que demore um pouco mais...

EM ALGUM LUGAR DO PRESENTE!

Uma recordação, entre tantas outras, de como o passado está sempre presente.

O IDIOTA E A MOEDA!

Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia.
Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas.
Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 REIS e outra menor de 2.000 REIS.
Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.
Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.
Eu sei, respondeu o tolo. "Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda de 400 REIS".
Pode-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa.
A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.
A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história?
A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.
Mas a conclusão mais interessante: É a percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito.
Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos.
O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

INDICAÇÃO DE LEITURA - ECONOMIA

Comprei hoje a edição portuguesa de janeiro/2010 do SUPER CRUNCHERS - SUPER ANALISTAS, do Professor IAN AYRES e considerado pelo Wall Street Journal e New York Times, o livro de ECONOMIA do ano.
Apesar dos diversos textos que, de certa maneira, tentam relegar a um segundo plano a análise econômica através de modelos quantitativos, ainda não podemos nem devemos esquecer a importância da Econometria nas nossas decisões econômicas.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

ESCLARECENDO A ECONOMIA

Já que postamos hoje um artigo do irmão dele, vamos para a entrevista que LUIZ CARLOS MENDONÇA DE BARROS concedeu a FOLHA DE S. PAULO sobre um assunto que estamos acompanhando diariamente: CÂMBIO.

O Banco Central deixou o dólar subir até R$ 1,90, ao sabor das turbulências das últimas semanas, mas não terá outra escolha além de intervir vendendo a moeda para dar liquidez ao mercado de câmbio, segundo o ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros. Para ele, vai chegar o momento em que o dólar vai bater na inflação. "Não tenha dúvida de que o BC vai vender. Vai fazer atrasado, como sempre, mas vai." O dólar saltou de R$ 1,73 para R$ 1,89 em quatro semanas.

Mendonção, como é conhecido, vê uma segunda fase da crise global, agravada neste início de ano por uma "guinada populista" do governo Barack Obama, nos EUA, com objetivo de enfrentar a oposição republicana que radicalizou e ameaça tomar conta do Congresso. Essa guinada leva o governo americano a tomar medidas de apelo popular, como controle maior dos bancos, que podem emperrar a recuperação.

Na Europa, as dificuldades enfrentadas pelos Piigs (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha) para rolar suas dívidas, associadas a um quadro de baixo crescimento, deverão "enterrar" as ambições de transformar o euro em uma moeda forte, alternativa ao dólar. E o Brasil vai bem, segue o "queridinho" do mercado, mas sofrerá com esse rearranjo global.

FOLHA - Estamos vivendo uma segunda fase da crise?

LUIZ CARLOS MENDONÇA DE BARROS - O quadro é ruim. Existe uma incerteza muito grande em relação aos países do G7. Apareceram alguns problemas adicionais, principalmente de natureza política. Nos EUA, a partir da derrota democrata em Massachusetts [na eleição de um membro para o Senado], o governo Obama começou a adotar uma linha um pouco mais populista. O problema é que tem uma eleição no final do ano para renovar o Congresso. Pode acontecer de os republicanos dominarem o Congresso.

Isso vai ser complicado para o governo Obama, porque a economia americana ainda vai precisar de alguma ajuda de natureza fiscal. A questão política está muito acirrada nos EUA. A ala mais radical tomou conta do Partido Republicano e eles querem simplesmente acabar com o Obama.

É mais um mal-estar que veio se agregar a essa insegurança econômica. Já tinha a situação difícil na Europa.

FOLHA - Por que só agora as dificuldades de países como Grécia parecem preocupar? Qual será a salvação para essas economias?

BARROS - Desde a formação da União Europeia não se sabia bem como seria o arranjo de regras únicas num universo de países e sociedades tão diferentes. E esta crise obrigou os governos da Europa a incorrer em deficit muito grande para segurar o sistema bancário. Acontece que os países mais periféricos, que não têm a mesma credibilidade que Alemanha e França, começaram a ter problema de credibilidade na rolagem da dívida. Na Europa, embora a moeda seja unificada, os títulos públicos são nacionais. Aí, começou a crise no tal dos Piigs [Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha]; e o mais frágil deles é a Grécia, que também tem problemas políticos.

Quando há algum bicho ferido, os chacais do mercado financeiro vão em cima mesmo... Foi o que aconteceu nessas últimas três semanas. Foram em cima da Grécia, e depois partiram para Irlanda e Portugal, que são pequenos. Agora chegaram até a Espanha, que não é tão pequena assim. Então, veio à tona esse problema de como se ajustam as economias nacionais com esse arranjo que eles têm. Todo mundo sabe que a Europa já tem problema de recuperação econômica e agora tem esse outro. A partir daí, é especulação do mercado. A gente sabe pelos relatórios que a liquidez caiu muito e que eles estão nas mãos do especulador.

As pessoas achavam que esse problema do deficit dos europeus só viria daqui a dois ou três anos. Apareceu, vai ficar aí e vai precisar de uma solução. E a solução é um sistema de ajuda mútua. Outra coisa é que aquele pessoal que pensava entrar na UE, como Polônia e Letônia, pode tirar o cavalinho da chuva. E o Reino Unido, que estava fora, agora que não entra mesmo.

FOLHA - Como esse quadro pode ser revertido? Qual o principal fator?

BARROS - Saiu um dado de emprego bom nos EUA, que precisa ainda de confirmação. O setor de serviços já gerou emprego, o industrial, também. Falta ainda o setor imobiliário. A taxa de desemprego caiu -muita gente deixa de procurar vaga quando o quadro está ruim-, mas não dá para dizer que mudou a tendência.

Nos EUA, é fundamental que mude a tendência do mercado de trabalho. Há 130 milhões de pessoas trabalhando e entre 14 e 15 milhões de desempregados. O cara que está empregado fica de olho no vizinho que perdeu o emprego. Ele fica tão inseguro que também não gasta. Na hora que reverte o mercado de trabalho, mesmo que o desemprego continue alto e a geração de emprego seja pequena, o comportamento de quem está empregado muda. É uma questão de confiança, que leva tempo. A economia de mercado precisa de tempo para corrigir tendências. Até lá, vai ter um período de especulação danada. Eu acho que isso se acalma.

FOLHA - Como fica o Brasil, que tinha se tornado o "queridinho" dos mercados internacionais?

BARROS - Ah, o Brasil está muito bem. É o "darling" do investidor. Até porque todo mundo sabe que a demanda interna de consumo não tem nada a ver com o que está acontecendo no mundo. O problema é que, em um ambiente de crise como este, o pessoal saca dinheiro dos fundos emergentes. Todo mundo fica mais conservador. Mas o Brasil está numa situação invejável. Para chegar aqui, precisa quebrar muita gente. E não vai quebrar.

Mesmo na Europa, esse arranjo foi construído ao longo de 60 anos. Não vão deixar ruir agora. Mas o euro está ferido de morte. Quem achava que ele poderia tomar o lugar do dólar como valor de reserva ficou assustado. Outra coisa que deve acontecer é um fortalecimento do dólar em relação às demais moedas, inclusive a nossa. A taxa de câmbio já não é mais R$ 1,75, vai ser mais perto de R$ 2, o que é bom para nós. Vai resolver o problema de muita gente. Ainda estou muito otimista, mas preocupado porque temos que ver como se resolve esse problema lá fora.

FOLHA - No mercado de câmbio, falam que o BC está jogando gasolina da fogueira. O BC está dando a atenção devida para o dólar?

BARROS - O que precisa agora é o Banco Central mudar a mão. Ele precisa mudar esse negócio e parar essa brincadeira. Até algum tempo atrás, tinha sobra de dólar no câmbio. Agora, vai faltar. O BC é lento, fica com aquela história de que não quer interferir na moeda. Aquela coisa de liberalzinho extremado. É a cara dele. Vai ter que mudar. E, quando mudar, acalma o mercado de câmbio. Porque, quando faltar algum dinheiro, ele vende. Além do que, o real se valorizando muito começa a mexer também com a inflação.

FOLHA - Mas será que eles vão fazer isso? Não parece...

BARROS - Ah, vai. Como sempre atrasado, mas vai ter que fazer. Não tem outro jeito.

FOLHA - Do contrário, quebrará muita gente?

BARROS - Onde vai quebrar muita gente é na Europa. Grandes empresas europeias estão como Sadia e outras companhias estavam aqui. Quando o euro estava só se valorizando, elas não estavam com medo. Mas não é nada dramático. É um período complicado.

FOLHA - A nossa eleição presidencial também pode trazer incertezas?

BARROS - Não estou muito preocupado. A não ser que um Ciro Gomes cresça ou apareça alguma novidade. Enquanto a eleição estiver entre Dilma e Serra, não vejo grande preocupação no mercado.

FOLHA - O aperto de crédito na China pode respingar no Brasil?

BARROS - Isso tudo é besteira. As empresas que estão na China sabem muito bem como as coisas funcionam lá. Nesses dois últimos meses, tomaram dinheiro emprestado e botaram no banco. Sabiam que em algum momento iria faltar. Eu vi as estatísticas de depósitos nos bancos, é um número brutal. Está todo mundo com dinheiro. Para mim, a China é a parte mais estável dessa história toda. A China é hoje um fator de certa estabilidade. E, como nós somos muito vinculados à China, essa estabilidade vem para cá também.

OSCAR 07/03/2010!

Fã de cinema e da festa do OSCAR, não poderia deixar de divulgar neste espaço os indicados ao OSCAR 2010. Agora é a hora de conferir nas telas o que temos de melhor e fazer nossas econômicas apostas.Como vocês, ficamos aguardando o resultado, mesmo ciente que nem sempre vence o melhor.
Melhor Filme

"Educação"
"Preciosa"
"A Serious Man"

Melhor Diretor

Kathryn Bigelow ("Guerra ao Terror")
James Cameron ("Avatar")
Quentin Tarantino ("Bastardos Inglórios")
Lee Daniels ("Preciosa")

Melhor Ator

Jeff Bridges ("Coração Louco")
Morgan Freeman ("Invictus")
Jeremy Renner ("Guerra ao Terror")
George Clooney ("Amor Sem Escalas")
Colin Firth ("A Single Man")

Melhor Atriz

Sandra Bullock ("Um Sonho Possível")
Meryl Streep ("Julie & Julia")
Carey Mulligan ("Educação")
Helen Mirren ("The Last Station")
Gaboury Sidibe ("Preciosa")

Melhor Ator Coadjuvante

Christoph Waltz ("Bastardos Inglórios")
Woody Harrelson ("O Mensageiro")
Matt Damon ("Invictus")
Stanley Tucci ("Um Olhar do Paraíso")
Christopher Plummer ("The Last Station")

Melhor Atriz Coadjuvante

Mo’Nique ("Preciosa")
Anna Kendrick ("Amor Sem Escalas")
Maggie Gyllenhaal ("Coração Louco")
Penelope Cruz ("Nine")

Melhor Roteiro Original

Quentin Tarantino ("Bastardos Inglórios")
Mark Boal ("Guerra ao Terror")
Joel e Ethan Coen ("Um Homem Sério")
Alessandro Camon e Oren Moveman (''O Mensageiro")
Bob Peterson e Pete Docter ("Up - Altas Aventuras")

Melhor Roteiro Adaptado

Jason Reitman e Sheldon Turner ("Amor Sem Escalas")
Neill Blomkamp ("Distrito 9")
Nick Hornby ("Educação")
Geoffrey Fletcher ("Preciosa")
Jesse Armstrong, Samon Blackwell, Armando Iannucci e Tony Roche ("In the Loop")

Melhor Animação

"Coraline e o Mundo Secreto"
"O Fantástico Sr. Raposo"
"A Princesa e o Sapo"
"The Secret of Kells"
"Up - Altas Aventuras"

Melhor Direção de Arte

Rick Carter, Robert Stromberg, Kim Sinclair ("Avatar")
Dave Warren, Anastasia Masaro, Caroline Smith ("O Mundo Imáginário do Dr. Parnassus")
John Myhre, Gordon Sim ("Nine")
Sarah Greenwood, Katie Spencer ("Sherlock Holmes")
Patrice Vermette, Maggie Gray ("The Young Victoria")

Melhor Fotografia

Mauro Fiore ("Avatar")
Bruno Delbonnel ("Harry Potter e o Enigma do Príncipe")
Barry Ackroyd ("Guerra ao Terror")
Robert Richardson ("Bastardos inglórios")
Christian berger ("A Fita Branca")

Melhor Figurino

Janet Patterson ("Bright Star")
Catherine Leterrier ("Coco Antes de Chanel")
Monique Prudhomme ("O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus")
Colleen Atwood ("Nine")
Sandy Powell ("The Young Victoria")

Melhor Documentário

"Burma VJ", de Anders Østergaard and Lise Lense-Møller
"The Cove"
"Food, Inc.", de Robert Kenner and Elise Pearlstein
"The Most Dangerous Man in America: Daniel Ellsberg and the Pentagon Papers", de Judith Ehrlich and Rick Goldsmith
"Which Way Home", de Rebecca Cammisa

Melhor Documentário de Curta-metragem

"China's Unnatural Disaster: The Tears of Sichuan Province", de Jon Alpert e Matthew O'Neill
"The Last Campaign of Governor Booth Gardner", de Daniel Junge e Henry Ansbacher
"The Last Truck: Closing of a GM Plant", de Steven Bognar e Julia Reichert
"Music by Prudence", de Roger Ross Williams e Elinor Burkett
"Rabbit à la Berlin", de Bartek Konopka e Anna Wydr

Melhor edição

Stephen Rivkin, John Refoua e James Cameron ("Avatar")
Julian Clarke ("Distrito 9")
Bob Murawski e Chris Innis ("Guerra ao Terror")
Sally Menke ("Bastardos Inglórios")
Joe Klotz ("Preciosa")

Melhor Maquiagem

Aldo Signoretti e Vittorio Sodano ("Il Divo")
Barney Burman, Mindy Hall e Joel Harlow ("Star Trek")
Jon Henry Gordon e Jenny Shircore ("The Young Victoria")

Melhor Trilha Original

James Horner ("Avatar")
Alexandre Desplat ("O Fantástico Sr. Raposo")
Marco Beltrami e Buck Sanders ("Guerra ao Terror")
Hans Zimmer ("Sherlock Holmes")
Michael Giacchino ("Up - Altas Aventuras")

Melhor Canção Original

"Almost There", de "A Princesa e o Sapo" (Música e Letra de Randy Newman
"Down in New Orleans", de "A Princesa e o Sapo" (Música e Letra de Randy Newman
"Loin de Paname", de "Paris 36" (Música de Reinhardt Wagner; Letra de Frank Thomas)
"Take It All", de "Nine" (Música e Letra de Maury Yeston)
"The Weary Kind (Theme from Crazy Heart)", de "Louco Amor" (Música e Letra de Ryan Bingham e T-Bone Burnett)

Melhor curta de animação

"French Roast", de Fabrice O. Joubert
"Granny O'Grimm's Sleeping Beauty", de Nicky Phelan e Darragh O'Connell
"The Lady and the Reaper (La Dama y la Muerte)", de Javier Recio Gracia
"Logorama", de Nicolas Schmerkin
"A Matter of Loaf and Death", de Nick Park

Melhor Curta-metragem de Ficção

"The Door", de Juanita Wilson e James Flynn
"Instead of Abracadabra", de Patrik Eklund e Mathias Fjellström
"Kavi", de Gregg Helvey
"Miracle Fish", de Luke Doolan e Drew Bailey
"The New Tenants", de Joachim Back e Tivi Magnusson

Melhor Edição de Som

Christopher Boyes e Gwendolyn Yates Whittle ("Avatar")
Paul N.J. Ottosson ("Guerra ao Terror")
Wylie Stateman ("Bastardos Inglórios")
Mark Stoeckinger e Alan Rankin ("Star Trek")
Michael Silvers and Tom Myers ("Up - Altas Aventuras")

Melhor Mixagem de Som

Christopher Boyes, Gary Summers, Andy Nelson e Tony Johnson ("Avatar")
Paul N.J. Ottosson e Ray Beckett ("Guerra ao Terror")
Michael Minkler, Tony Lamberti e Mark Ulano ("Bastardos Inglórios")
Anna Behlmer, Andy Nelson e Peter J. Devlin ("Star Trek")
Greg P. Russell, Gary Summers e Geoffrey Patterson ("Transformers: A Vingança dos Derrotados")

Melhor Filme Estrangeiro

"Ajami" (Israel)
"El Secreto de Sus Ojos" (Argentina)
"A Teta Assustada" (Peru)
"O Profeta" (France)
"A Fita Branca" (Alemanha)

Melhores Efeitos Visuais

Joe Letteri, Stephen Rosenbaum, Richard Baneham e Andrew R. Jones ("Avatar")
Dan Kaufman, Peter Muyzers, Robert Habros e Matt Aitken ("Distrito 9")
Roger Guyett, Russell Earl, Paul Kavanagh e Burt Dalton ("Star Trek")